sábado, fevereiro 26, 2011

Preguicinha

Só fotos hoje. Esta é a vista da sacada do apartamento aqui na Sussex Street. Ainda não descobri o porque, mas teve show de fogos de artifício aqui pertinho. Me falaram que todo sábado tem de novo. Prometo fotografar, filmar ou qualquer coisa no próximo sábado. Aguardem!




quarta-feira, fevereiro 23, 2011

Será que todo mundo surfa?

Vista dos fundos da minha primeira parada em Sydney

Rua em frente ao apartamento da Carol em Narrabeen

Vista da sacada do apartamento da agência


Agora estou morando na City, um apartamento no 23º andar com uma vista incrível para muitos outros prédios, Tudo bem, muitos prédios não é exatamente meu conceito de vista incrível, mas, de verdade, é sim bonito.
            Aqui tenho outra visão da cidade já que cheguei em Sydney e fui direto para perto do mar, verde e tranqüilidade. O centro, claro, não representa um conceito de paz, tão pouco de natureza. A vantagem é a proximidade com os lugares que até o momento, preciso freqüentar. São 20 minutos de trem até a escola, ou 30 de ônibus para quem quiser gastar mais tempo e menos dinheiro.
            O que não vi aqui e pra ser sincera estou sentido falta, são as pranchas de surfe. Em Manly e Narrabeen fiquei com a sensação de que todos os moradores, exceto eu, sabem surfar. Era muito comum ver as pessoas andando em pleno horário comercial com pranchas no banco de trás do carro. Acho que a prancha deve ser a ocupante oficial daquele assento.
            Então eu acho que sim, todo mundo surfa. Deve ser algo parecido com a relação do brasileiro com o futebol. Lá, bastam alguns metros quadrados e uma bola – independente de do que ela seja feita – para se iniciar uma pelada. Acredito que os australianos só precisem de alguns minutos e, as vezes, nem prancha para surfar.
            Me faz sentir ainda mais vovozinha quando entro na água. Isso porque tenho aquela mania de entrar no mar até a altura dos joelhos e ficar jogando água para cima numa tentativa de refrescar o resto do corpo. Nem criancinhas têm o mesmo medo de mar que eu.


Cidade cosmopolita

            Um casal de amigos brasileiros me pediu ajuda para procurar apartamento em imobiliárias. Por entenderem muito pouco de inglês, não estavam conseguindo se comunicar com os atendentes. Me espantou a falta de paciência com que fomos tratados. E eles me disseram que quando foram sozinhos era ainda pior. Eles simplesmente ficam nervosos de dispensar mais atenção com alguém que não fala inglês direito e precisa de mais tempo formulando frases. Eles não querem entender e parecem não fazer questão de serem entendidos. Se pedir pra falar de vagar vai ganhar um olhar entediado, sugerindo um “ai meu Deus”.
            E é comum ouvir os mais diversos idiomas nas ruas, ônibus e trens. Tem pessoas de todo o mundo vivendo aqui. Me pergunto: Não era para estarem acostumados a lidar com pessoas que não dominam a língua?

sexta-feira, fevereiro 18, 2011

Dê passagem à direita


Ok, eu tentei mostrar a estação mas fiquei tímida pra uma foto mais elaborada. Posso ouvir meu professor de fotojornalismo dizendo que essas fotos não dizem nada. Prometo fazer melhor na próxima vez.


Aqui as estações de trem têm muitas plataformas. Não andei por todas ainda, mas vi que algumas chegam a ter seis. São vários níveis, cada um com pelo menos duas (às vezes três) linhas de trem. No início fica um pouco confuso, entre todas aquelas pessoas apressadas, parar para pensar pra que lado ir. Até porque, pra quem está perdido, placas cheias de nomes de estações ou com indicações do tipo: norte e sul, não ajudam muito. O legal é que sempre tem alguém disponível para dar informações. O difícil é lembrar no dia seguinte qual foi o lado que deu certo e qual foi o caminho pelo qual você se perdeu.

O trem também tem dois andares. Legal! Eu nunca tinha visto antes. As entradas dos trens funcionam mais com um hall. Não é pra ninguém ficar parado ali de bobeira atrapalhando tudo, a não ser que a pessoa esteja prestes a sair. Só senti falta de uma plaquinha indicando quais as próximas estações, apesar de que quando se chega numa estação, se pode ver nas paredes o nome delas escrito várias vezes. É preciso se esforçar pra descer no lugar errado. De verdade! Nem eu consegui!

Ficar parado? Só na esquerda!

O que aprendi após alguns “excuse me” é que não se fica parado do lado direito da escada rolante comendo mosca. Quem não está disposto a subir com as próprias pernas, por favor, mantenha-se à sua esquerda. Aqui é mão inglesa o que significa que todo mundo dirige do lado trocado no carro. E a regra vale para pedestres também.

Então o lado direito é para apressados passaram correndo, enquanto os preguiçosos (eu) aguardam calmamente que a escada rolante faça seu trabalho sozinha. Apesar de eu não ver sentido nessa pressa toda, tenho me concentrado em liberar a passagem. Algumas pessoas descem correndo as escadas para passar mais tempo sentadas esperando o trem. Esquisito porque não é preciso esperar na estação por mais de dez minutos e os trens nunca estão lotados.

Bondi Junction

Minha escola fica em Bondi Junction, um bairro bastante agitado, cheio de bares, lojas e brasileiros. Não que eu tenha criado alergia a brasileiros, mas não gostei muito dali. Muita correria, gente na rua, confusão. Sabe quando tem tanta gente andando que dá a impressão de que se pararmos pra espirrar alguém nos derruba? Tanto a City quanto Bondi Junction são assim. Ou você corre junto com todo mundo, ou a multidão te leva embora. Isso além de ser estressante, confunde mais ainda pessoas como eu, capazes de se perder mesmo na cidade onde nasceram e viveram.

Repito que gostei mais de Paddington, com aquele monte de casinha estreitinha que da vontade de botar umas plantas na porta e uma plaquinha de “lar doce lar”. Talvez Bondi Beach seja mais bacana, ainda não passei por lá. Me informaram que fica há uns 30 minutos da escola de inglês. Outro dia, com mais tempo eu passo por lá e quem sabe ando mais por Bondi Junction. Conhecendo melhor posso vir a gostar.

terça-feira, fevereiro 15, 2011

City selva

Visitei rapidinho um museu. Era free e bem pequeno. Alguns fósseis, dinossauros, nada que eu tivesse entendido muito bem. 

Aqui é onde fica a estação principal e onde se pega o ferry até Manly. Ainda não tive vontade de passear no barco.


Aqui várias entradas de shoppings se ligam e ficam várias pessoas cantando. O povo larga moeda mesmo! Se eu soubesse cantar...



Me perdi muito na city. Chegar lá não é complicado, de onde estou posso pegar um ônibus que leva aproximadamente 45 minutos até o centro. È como se eu estivesse morando na zona sul de Porto Alegre. A diferença é que o ritmo lá é outro. Correria, pessoas ocupadas, vestindo preto, saias muito justas.

Esta parte das saias é outro ponto que quero pesquisar. Faz um tempinho que não pesquiso sobre moda, mas a última vez que dei uma olhada no assunto, mais de um ano atrás, a moda eram aquelas saias bem coladas no corpo, que ficam ótimas em magrinhas. Aqui todas ainda a usam, especialmente as asiáticas. Aliás, tem muito asiático aqui e como toda grande cidade, também existe um bairro chinês. Vou criar uma teoria a respeito, pode se intitular “os chineses vão dominar o mundo” – seria uma boa tese de dissertação, não?

A história é: eu estava procurando pela Three, uma operadora de telefonia, para comprar um celular. É bem barato aqui. Paguei 29 o aparelho e mais 29 em créditos que têm durado bastante. Demorei muito para achar e acabei descobrindo que essa empresa se uniu com a Vodafone, que a propósito, tem uma a cada esquina. Acabei entrando na Three após procurar por horas e sai com um número da Vodafone lá de dentro.

Pedi informação e me disseram pra ir até a Victoria gallery, haveria uma loja downstairs.  Ocorre que downstairs eram mais 3 andares de subsolo e de tanto descer pra um lado, subir pro outro e andar, andar e andar, entrei por um shopping e sai por outro. No fim não sabia como tinha ido parar lá e tive que voltar ao ponto de partida para tentar de novo. Isso levou horas.

Os shoppings e prédios têm entradas separadas, mas de alguma forma tudo se liga no subsolo. Loucura pra quem de subsolo só conhece estacionamentos.

Paddington

Este bairro fica perto de Bondi Junction, onde está a minha escola de inglês – Mercury Colleges. Inacreditável, mas este bairro é completamente diferente de tudo que eu tinha visto em Sydney até agora. E é lindo. É calmo, tem ares de subúrbio e é cheio de casinhas fofas coladas umas nas outras. Tem bastante flores nas casas e como tudo por aqui é limpo e organizado. Lá tem também alguns restaurantes mais chiques.

O lado direito da casa

Desde que cheguei eu sempre saio da casa da Carol e ando pro lado esquerdo. Pra lá tem cafés, supermecado e o mais importante a parada de ônibus. No domingo botei minha roupa de caminhada e sai pra andar por ai. Resolvi pegar o lado direito. Descobri que tem um café na próxima esquina, um estacionamento para quem vem a praia uma área enorme pra banho na lagoa, acampamento, outra praia logo adiante e sabe Deus o que mais posso encontrar se continuar indo pra direita. Descobri o acesso para o outro lado da lagoa (aquela que tem na frente do super mercado) e vi que a outra margem era bem maior.

Muitas descobertas. Outra hora tiro mais fotos. 

sábado, fevereiro 12, 2011

Eles não usam sapatos

A praia em Narrabeen. Está fresquinho aqui, estão até agora não teve banho de mar. 

O lago. Aqui já vi um senhor nadando até a outra margem. Estranhei quando vi ele pular na água.

O lago de novo.

Estou em Narrabeen no momento. Um bairro lindo, com clima de cidade pequena, mas com um toque de cidade praiana. O apartamento da minha amiga fica de frente pro mar, uma praia que me lembra um pouco as de Santa Catarina. Mas é bem tranqüila, se vê poucas pessoas pela areia.

Umas quatro quadras pra baixo do prédio, que fica na Ocean Street tem um lago enorme e muito bonito. Na beira lago, digamos assim, tem casas grandes e chiques. E aquele pedacinho ali me lembra serra gaúcha. Porque as casas são bonitas, de madeira ou tijolo a vista e tem bastante natureza.

Nessa rua que beira o lago, também está o centro de Narrabeen onde encontramos o super mercado, bancos, cafés, correio e tudo mais. É a rua onde se pega o bus até Sydney city e onde ficam os telefones públicos. Fui ao super mercado no segundo dia aqui, porque não queria ficar abusando da hospitalidade da Carol. Dormir de graça tudo bem, agora comer de graça é um pouco de abuso, penso eu.

Achei tudo bastante caro no supermercado o que confirma o que todos dizem. O custo de vida aqui é bem alto. Então me joguei na marca do super mercado que tem alguns produtos bons e outros ruins. A pizza do Woolworths, por exemplo, não agradou muito, mas pão, leite e geléia têm preços bem menores e são gostosos.

Manly

No segundo dia também fui a um bar em Manly com a Júlia, flatmate da Carol. Uma long neck da Heineken no bar custa 8 dólares em média. Cerveja são muito caras aqui, porque eles são contra o consumo de álcool. Em compensação são um pouco mais encorpadas, com teor alcoólico maior. Fazendo um parêntese, li uma matéria no jornal de Manly hoje, falando sobre álcool. A foto mostrava duas adolescentes de costas, com a frase destaque “quando você começa a beber não consegue mais parar, precisa continuar até ficar bêbado e cair”. A abordagem que eles fazem é quase tão impactante quanto a do Brasil em relação a drogas.

Manly me lembra Rio de Janeiro. As pessoas são mais despojadas, os super mercados ficam aberto até muito tarde e a noite tem muitas pessoas na rua. Comércio aberto, clima quente e tudo mais.

Sapatos

Pois é, eles têm algum problema em usar sapatos. A primeira vez que fui ao mercado vi muitas pessoas entrarem descalças. A noite em Manly vi mais um monte de gente passeando na rua descalça. Me disseram que mesmo na city, que é completamente cheia, como todo centro de uma grande cidade, as pessoas andam descalças, ou usam Havainas com roupa social, de escritório. E isso não quer dizer que as ruas são mais limpas, não. É hábito mesmo. Ainda descubro o porque.

sexta-feira, fevereiro 11, 2011

Primeiro dia na Austrália – 08/02/2011

Após 36 horas de viagem cheguei à Austrália muito cansada. Peguei vôos da Star Alliance, que achei bom, mas não sei se, de repente, indo pelo Chile eu não teria economizado um pouco de horas de vôo.

Fui pela TAM até São Paulo. De lá, aproximadamente nove horas de vôo pela South African Airways até Johannesburg. Lá esperei duas horas. O aeroporto de Johannesburg é enorme e super moderno. Entrei direto na sala de embarque e o tamanho dela é impressionante. É tão absurdamente grande e com tanta variedade de lojas que pensei estar no lugar errado. Esperava encontrar alguns free shops e nada mais.

De lá embarquei pela Quantas, que é uma ótima companhia. Na sala de embarque, com todos os passageiros reunidos na frente do portão formaram um fila onde revistaram todas as bagagens de mão dos passageiros para ver se estava tudo certo. Uma dica pra quem costuma viajar quieto como eu, sempre responda quando te perguntarem: “How are you?”. Eu estava tão sonolenta que nem me dei conta quando o agente do aeroporto me perguntou isso na revista. E ele insistiu na resposta pra se certificar de que sim, eu estava ok.

Janela

Pela Quantas foram mais 11 horas de vôo até Sidney. Dessa vez percebi que viajar na janela é bacana em vôos curtos, mas só. Gosto de janela para ter onde escorar a cabeça, mas dessa vez me dei mal em ambos os vôos. As pessoas que pegaram corredor até Johannesburg foram deitadas, pois estavam sozinhas numa fila de 4 (ou talvez 5) bancos. Fiquei me encolhendo para caber em dois.

No segundo vôo, o mais longo, fiquei na janela e ao meu lado estava um casal de australianos idosos. Foram muito simpáticos e solícitos comigo o tempo todo, mas quase não consegui tomar o café de tanta vontade de ir ao banheiro e fiquei com pena de acordar a senhora do meu lado, que dormiu muito. Além disso, me senti espremida no cantinho e como havia dormido muito no vôo anterior, fiquei acordada praticamente todas as 11 desconfortáveis horas.

Imigração

Antes de embarcar minha agência alertou para que eu não tivesse na mala nada que contradissesse o tempo de visto. Ou seja, não posso num visto de 6 meses ter remédios para 12. Ou com um visto de 3, quando se pega apenas verão, levar roupas de inverno. Nada que demonstre a intenção de ficar mais tempo do que o visto apresenta. Também nos alertaram sobre revista em malas e documentos. Fiquei apreensiva por estar trazendo meu diploma e certificados. Minha amiga falou que era bom eu ter minhas qualificações para traduzir aqui.

Coloquei num bolso quase imperceptível de uma mala que despachei e rezei. Ao final, não me foi perguntado nada e não passei por revista nenhuma. Um senhor muito simpático colocou minhas malas na esteira, perguntou se como jornalista pretendia fazer belas reportagens sobre a Austrália e me deu boas vindas.

Táxi

Táxi aqui é muito caro, mas..... Eu tinha muita bagagem. Faltando 30 minutos para o avião aterrissar ouvi um brasileiro no banco da frente dizendo ao comissário que iria pra Manly. Levantei rapidinho e perguntei como ele faria. Ele me disse que viajava com outro amigo e que gostariam de dividir um táxi. Para mim foi perfeito. Paguei 40 dólares até Narrabeen, que está a 30 minutos depois de Manly. Eles pagaram 30 cada um. Então pra percorrer uma hora e meia de táxi, achei um preço justo.

Até aqui, sem fotos.