Após 36 horas de viagem cheguei à Austrália muito cansada. Peguei vôos da Star Alliance, que achei bom, mas não sei se, de repente, indo pelo Chile eu não teria economizado um pouco de horas de vôo.
Fui pela TAM até São Paulo. De lá, aproximadamente nove horas de vôo pela South African Airways até Johannesburg. Lá esperei duas horas. O aeroporto de Johannesburg é enorme e super moderno. Entrei direto na sala de embarque e o tamanho dela é impressionante. É tão absurdamente grande e com tanta variedade de lojas que pensei estar no lugar errado. Esperava encontrar alguns free shops e nada mais.
De lá embarquei pela Quantas, que é uma ótima companhia. Na sala de embarque, com todos os passageiros reunidos na frente do portão formaram um fila onde revistaram todas as bagagens de mão dos passageiros para ver se estava tudo certo. Uma dica pra quem costuma viajar quieto como eu, sempre responda quando te perguntarem: “How are you?”. Eu estava tão sonolenta que nem me dei conta quando o agente do aeroporto me perguntou isso na revista. E ele insistiu na resposta pra se certificar de que sim, eu estava ok.
Janela
Pela Quantas foram mais 11 horas de vôo até Sidney. Dessa vez percebi que viajar na janela é bacana em vôos curtos, mas só. Gosto de janela para ter onde escorar a cabeça, mas dessa vez me dei mal em ambos os vôos. As pessoas que pegaram corredor até Johannesburg foram deitadas, pois estavam sozinhas numa fila de 4 (ou talvez 5) bancos. Fiquei me encolhendo para caber em dois.
No segundo vôo, o mais longo, fiquei na janela e ao meu lado estava um casal de australianos idosos. Foram muito simpáticos e solícitos comigo o tempo todo, mas quase não consegui tomar o café de tanta vontade de ir ao banheiro e fiquei com pena de acordar a senhora do meu lado, que dormiu muito. Além disso, me senti espremida no cantinho e como havia dormido muito no vôo anterior, fiquei acordada praticamente todas as 11 desconfortáveis horas.
Imigração
Antes de embarcar minha agência alertou para que eu não tivesse na mala nada que contradissesse o tempo de visto. Ou seja, não posso num visto de 6 meses ter remédios para 12. Ou com um visto de 3, quando se pega apenas verão, levar roupas de inverno. Nada que demonstre a intenção de ficar mais tempo do que o visto apresenta. Também nos alertaram sobre revista em malas e documentos. Fiquei apreensiva por estar trazendo meu diploma e certificados. Minha amiga falou que era bom eu ter minhas qualificações para traduzir aqui.
Coloquei num bolso quase imperceptível de uma mala que despachei e rezei. Ao final, não me foi perguntado nada e não passei por revista nenhuma. Um senhor muito simpático colocou minhas malas na esteira, perguntou se como jornalista pretendia fazer belas reportagens sobre a Austrália e me deu boas vindas.
Táxi
Táxi aqui é muito caro, mas..... Eu tinha muita bagagem. Faltando 30 minutos para o avião aterrissar ouvi um brasileiro no banco da frente dizendo ao comissário que iria pra Manly. Levantei rapidinho e perguntei como ele faria. Ele me disse que viajava com outro amigo e que gostariam de dividir um táxi. Para mim foi perfeito. Paguei 40 dólares até Narrabeen, que está a 30 minutos depois de Manly. Eles pagaram 30 cada um. Então pra percorrer uma hora e meia de táxi, achei um preço justo.
Até aqui, sem fotos.
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