Às vezes bate. Não como da primeira vez, quando embarquei no navio, mas bate. Sinto falta de ouvir português, de andar nas ruas sabendo pra onde estou indo, ouvir rádios brasileiras, acompanhar novelas, da comidinha da mamãe todas as noites. Um pouquinho de falta de implicar com meu irmãozinho (que vai ser pequeno pra sempre).
Mas ai eu penso no quanto isso vai acrescentar na minha vida e vejo o que é válido. Afinal, o que eu estaria fazendo no Brasil? Talvez procurando um emprego como jornalista para após algumas semanas me sentir frustrada por não ter ido morar em outro país por uns tempos. E afinal, a grama do vizinho (ou do país nem tão vizinho assim) é sempre mais verdinha.
Estou trabalhando. Larguei o jornalismo e entrei pro ramo da publicidade. Posso dizer que sou auxiliar de assuntos publicitários. Também estou fazendo academia. Muito exercício aeróbico e um pouco de força também. Estudo inglês e ainda sobra um tempo pra fazer turismo por todos os bairros de Sydney. Parece perfeito! Só um jeito de ganhar a vida. Cada dia da semana caminho por um bairro diferente largando panfletos em caixas de correio. Carrego vários quilos de papel. Canso, praguejo, olho pra cima e pergunto: - Porque Deus? Mas no final chego em casa feliz, porque está entrando um dinheiro e me mantenho ocupada.
Os bairros
Sydney parece um mundo inteiro numa cidade só. E não estou falando só pelo tamanho, é imensa, mas pela diversidade cultural. Cada bairro se tornou um gueto, um pedacinho de algum país distante que os imigrantes tentam transformar em lar.
Bondi e Manly são o 27º e 28º estados do Brasil. Têm pessoas falando português nas ruas. E aquele clima de excitação, típico da cultura brasileira. O bairro é alegre, agitado, ensolarado – apesar de ter sempre mais vento que os outros. Os restaurantes são brasileiros, as festas são para brasileiros, música, enfim, é como se todos os estados do Brasil se misturassem num só.
A city é povoada pelos chineses, orientais em geral. Mas é lá que temos China Town, inúmeros restaurantes chineses, japoneses e tudo, mas tudo que você possa precisar, “made in China”, portanto, mais barato. Até frutas e verduras são mais baratas lá. Incrível como Chinês consegue transformar tudo em preços mais acessíveis. E claro, o bairro é decorado com motivos chineses, arcos luzes, gracinha.
E assim temos o bairro dos italianos, dos franceses e dos muçulmanos, não sei exato de qual país. Fui bem longe entregar panfletos na última semana e fiquei impressionada. De repente todos usavam vestidos (não são vestidos claro, qual o nome?) os homens tinham aquela barba grande e todas as mulheres cobriam os cabelos e o corpo todo. Será que o trem me levou tão longe assim que fui parar em outro país? Parece, sempre parece. Porque a cada estação que desço vejo uma Sydney diferente, transformada por culturas tão diversas que só numa viagem de volta ao mundo teríamos a oportunidade de ver.
E isso que é bacana nesse meu emprego. Todo dia eu me perco num bairro novo e descubro uma cidade nova.
Harbour Bridge. Vi em um programa na televisão que com 200 doláres e muitos equipamentos de segurança é possível caminhar por sobre os arcos da ponte.
Opera House, o orgulho dos australianos. Ainda não entrei, mas acontecem vários espetáculos lá.
As duas são em Paddington. O bairro onde eu queria morar por causa das casa gracinhas que têm.
Passeio no Zoo. $25,00 com excursão da escola.





Ai adorei as fotos! Quero ir para a Austrália também! Saudade é normal Mi, principalmente no começo, mas depois passa. Vê se aparece nestas fotos guria! Bjos
ResponderExcluirSim tentarei aparecer mais! Mas tenho passeado pouco, tiro algumas fotos quando passo por algum lugar no meio da correria. Mas sábado é dia de passeio! Postarei... Beijos
ResponderExcluir