terça-feira, julho 19, 2011

Que meda!

Pânico! Estou sem (motivação) novidades para escrever no blog e tenho que começar a pensar no esboço do meu livro! Lembrar disso já me dá um frio na barriga. Racionalmente não tenho motivos para preocupação. Afinal, não existe nenhuma cobrança para que o resultado do meu curso seja o próximo sucesso de vendas mundial.

Mas, o nome do curso, por si só, faz bastante pressão: Writing a Best-seller. Sentiu o drama? Eu não escolhi o curso “aprenda a ser escritora em 20 passos fáceis e indolores”, ou aquele outro, “aprenda dicas em inglês e seja escritora em português”. Não. Eu escolhi que queria escrever um Best-seller e entre as opções de fazê-lo em 18, 12 ou seis meses qual foi minha próxima brilhante idéia? Seis claro. Para que facilitar quando a gente pode se esforçar um pouquinho mais.

Minhas primeiras aulas foram interessantes. Porém, eles falam como se eu tivesse alguma idéia pronta em mente. Como se tivesse passado a vida toda imaginando uma história, apenas esperando que me indiquem o caminho por onde devo ir. Não, profes, me perdoem. Eu tenho só essa vontade de ser uma escritora, mas eu não tive ainda uma boa história pra começar.

Já pensei em algumas variedades de assuntos e personagens e nada liga a nada. Fico ainda um pouco mais tensa quando lembro que todas as idéias e fragmentos de frase que me vem à cabeça estão em português e preciso fazer tudo isso em inglês. Se tudo der errado e meu livro enfim não passar de um monte de peças desconexas, tenho certeza que será um grande aprendizado da língua inglesa. Confio que sim.

E agora?

Devo admitir. Estou insegura. E isso vem bloqueando as minhas idéias mais promissoras. Será? De tudo que li e dos diversos conselhos de escritores que me apresentaram até agora, uma frase me chamou atenção e foi digna de ser traduzida e passada ao meu caderninho.

“Escreva sem se preocupar em ser publicado, seja apaixonado pela sua história e seja desinibido e livre.”

O conselho principal é. Não escreva com medo de que o personagem possa revelar algo sobre você. Nem se preocupe com o fato de que alguém possa reconhecê-lo em sua própria história. Fique livre do que podem pensar a respeito. Vale o conselho. Sorte a minha que, a princípio, estou no gênero ficção. E posso inventar e colorir ou dramatizar a realidade o quanto eu quiser. Parece legal, não? Bem mais divertido que jornalismo... espero.

Enquanto isso...

Não fiz nenhum passeio interessante. Não conheci um novo lugar. Não sai do bairro nas últimas semanas. Porque? Sempre tem uma conta a ser paga. O visto, a renovação da passagem aérea, o aluguel, um Bond. E quando me dou conta lá se foram várias semanas sem que eu tenha feito algo divertido.

Continuo trabalhando no restaurante italiano, me esforçando pra que gostem de mim e me dêem cada vez mais horários de trabalho. Como disse o diretor da escola de inglês certa vez. “Na Austrália precisamos ser pacientes. Um passo de cada vez”. E assim tem sido. Ajeita uma coisinha aqui, outra ali e devagar tudo vai melhorando. O plano é: assim que possível vou esquiar numa cidade próxima. E numa próxima semana vou para Blue Montains. Feito isso, volto pra contar como foi. 

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